COPA KAISER 97

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1998 - AA CRUZ CREDO DE VILA FORMOSA
VIVA A LARANJA MECÂNICA DA VILA.



Cruz Credo, um campeão forjado ao longo de oito meses, dezenove jogos, doze vitórias, cinco empates e duas derrotas.
O nome soa sugestivo e ao mesmo tempo estranho. Talvez nem exista em nenhum lugar do mundo um time de futebol com o mesmo nome, cuja origem remonta a uma pacífica vizinhança com o Cemitério da Vila Formosa na Capital de São Paulo.
Cruz Credo, na alegre cor laranja, camisa que lembra a seleção da Holanda, é o nome do novo Rei da Várzea. Os movimentos leves de jovens cheios de sonhos, revelaram a ousadia de uma equipe determinada a vencer. Sempre.
No jogo decisivo, o AA Cruz Credo teve pela frente nada menos do que o AA Boa Esperança, de São Mateus, campeão invicto da 2ª Copa Kaiser, em 1996. O Boa lutou bravamente pelo Bicampeonato. Não deu. Ainda assim, com garra, organização e uma grande torcida, é o primeiro no Ranking geral de todas as Copas. A derrota, por um a zero, veio num gol de pênalti, cometido por Albino a 6’ do final do jogo.
FICHA TÉCNICA
Local: Estádio do Nacional AC
Data: 29 de novembro de 1998
Árbitro: Valdir de Lima
Auxiliares: Donizetti Sterzeck e João da Silva
AA Cruz Credo de Vila Formosa 1
Itão; Flávio, Chicuca, Val e Paulinho (Pequeno); Flavinho, Carlinhos, Marcelo e Loiro; Ronaldo (Duzinho) e Bozó (Nadão). Técnico: João Donizetti Gonçalves.
AA Boa Esperança de São Mateus 0
Mauro; Dirceu, Albino, Cris e Orelha; Dril (Robson), Nélio e Jajá (Sandro); Pirralho, Marcos e Tiuip (Jal). Técnico: Alberto de Almeida Sena (Betão).
Gol: Loiro, do Cruz Credo, cobrando pênalti aos 34 minutos do 2° tempo.

Obs: O CA Jaguaré Unido (Caju) teve uma campanha brilhante. Na disputa pelo terceiro lugar, Richard, seu goleiro, foi o herói, numa tensa decisão por pênaltis. O Caju ficou ainda com o Troféu Fair Play, da Federação Paulista de Futebol, com uma única expulsão em 19 jogos.
O AE Santa Amélia, de Santo Amaro, fez a festa pelo honroso e cobiçado quarto lugar. Foi sempre um time destemido, das viradas e da alegria em buscar o jogo aberto e ofensivo. Sua torcida, ordeira e sempre presente, teve a marca da simpatia. Morota, do Bate Fácil, de Taboão da Serra, foi o artilheiro com 14 gols. A defesa menos vazada foi a do Flor do Brás, com apenas 6 gols sofridos em 17 jogos, enquanto que o Dante Guitta, com 36 gols teve o ataque mais positivo.