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| O
Botafogo sempre marcou presença nos gramados da várzea. Este time
de 65 era formado por: Pernambuco, Vava, Armando, Zé, Antônio, Tunico,
Leque, Moacir, Olavo, Bino e Rubens. |
Domingo
de futebol. Sol a pino, campo de terra batida, na maioria das vezes esburacado,
placar pintado à mão. Josés, pedros, paulos, anônimos apaixonados pela
bola, correm de um lado prá outro, sem cansar, sem desanimar, com o único
objetivo de chegar ao gol, e sentir sua modesta, mas frenética torcida
vibrar. O suor escorre pelo rosto. Não há dinheiro, salário ou patrocínio.
Os uniformes são surrados, as chuteiras, gastas. O futebol amador é assim:
movido apenas pelo amor à camisa.

| Cheios
de estilo, os jogadores do Botafogo capricham no visual: O gorrinho
na cabeça era moda da época. |
Quando
soa o apito final, que a bola pára de rolar, os vencedores saem para comemorar
suas proezas. Porém, não é difícil ver entre eles, aqueles que minutos
atrás, eram seus adversários de jogo. Todos juntos caindo no samba, regado
a muita cerveja e churrasco.

| Time
de 1959. A direita, Carioca, o torcedor mais antigo do Botafogo. |
Amistosos,
torneios, festivais, copas ou campeonatos. Uns mais organizados, outros
menos. Uns com prêmios e troféus, outros apenas pelo prazer de jogar.
Uns que duram apenas um dia, uma semana, outros, longos meses. O futebol
varzeano está em todos os cantos, em todas as esquinas, nas ruas, em campinhos,
em estádios.

| Ginga
e amor pela bola são características de todo bom carioca. Admardo
Armond não foge à regra: Sua paixão pelo futebol o fez fundar
em 5 de abril de 1955, o Grêmio Botafogo Futebol Clube. |
Deste
modo, em 5 de abril de 1955, surgiu o Grêmio Botafogo Futebol Clube,
de Guaianazes. Simples, puro e aparentemente sem maiores pretensões. Fundado
por uma família de cariocas que se mudou para São Paulo, mais precisamente,
por Admardo Armond.
| Armond
selecionava os garotos, que acompanhados de seus pais, iam jogar em
campos adversários. Os jogadores que formaram o primeiro time do Botafogo
foram: Cláudio Bichara,
Ely, Orlando, Paulo Armond, Moacir (Bimba), Ubiracir, Jurandir, Dão,
Chupão, Fernando, Mingo, Armando Armond, Nestor (Tuni). Sua diretoria
era composta por: Admardo Armond - presidente, Antônio Carlos Armond
- diretor esportivo, Admardo Armond Júnior - secretário, Domingos
Fernandes - tesoureiro. Nessa época ninguém falava em nepotismo e
os Armond davam carta e jogavam de mão. |
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Antônio
Carlos Armond, filho de Admardo Armond. O herdeiro real do Botafogo
não quis ficar com a coroa, afastou-se da equipe para montar um novo
clube: O Brasil F.C. |
| Primeiro
time do Botafogo de Guaianazes posado para a foto de 1955. Em pé:
Mateus, Paulinho, Chupão, Antônio, Cavaquinho, Zé Maria e Carlos Magno.
Agachados: Tuni, Raimundo, Dão, Tonico e Dengo. |
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Olha
o Carioca aqui de novo! Ao seu lado está o Airton, técnico do Botafogo
há mais de 30 anos.
Hoje,
45 anos depois, o Botafogo é um novo clube. O amor à camisa continua
inabalável. A estrela solitária continua resplandecendo. Dinheiro,
não há muito, mas, eles já contam com alguns patrocinadores, coisa
rara no futebol varzeano.
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No
entanto, o que mais mudou foram suas ambições. O alvinegro de Guaianazes
leva à sério todos os campeonatos dos quais participa. Luta, briga, com
garra e determinação, pela vitória. E vêem conseguindo! No decorrer desses
anos, acumularam importantes títulos, dentre eles, o de Bi-Campeão Varzeano
de São Paulo, pela Federação Paulista de Futebol.
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"A
várzea é o último reduto onde ainda existe o amor pelo futebol,
onde o combustível é a paixão pela bola", denuncia Édson José de
Castro, diretor e torcedor-símbolo do Botafogo.
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Edson,
diretor do Gr. Botafogo de Guaianazes.
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| José
Pedroso Filho, o Carioca. Os anos passam e ele continua fiel
ao alvinegro de Guaianazes.
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| O
Grêmio Botafogo F.C. aproveita este espaço para dedicar uma honrosa
homenagem a alguns dos seus ilustres torcedores: Bimba (in memorian),
Crispin (in memorian), Rasteirinha (in memorian), Trololó (in memorian),
Melão (in memorian), Sr. Canarinho (in memorian), Sr. Cabral (in memorian),
Sr. Gil Raposinha (in memorian), José Pedroso Filho (Carioca),
Moisés, Zé Mário, Maurício Pintado (Onça) e Fumio (jogador japonês
que vestiu a camisa do Botafogo durante 20 anos). |
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