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Tanto
esforço e dedicação para reaver seu campo valeu a pena. Hoje, muito mais que um
campo de futebol oficial, o C.D.M Jaguaré, administrado pelo Caju
e pela Escolinha de Futebol Molecaje é uma área de 21 mil m², com seis
vestiários, uma quadra sintética oficial de futebol society, campo de areia, arquibancadas
para aproximadamente 1.500 pessoas, amplo estacionamento, sede social, sala de
troféus, sala de reuniões, lanchonete e salão de festas.
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| Quadra
de futebol society. | | |
| Sala
de Troféus. | Além
do Caju, outras equipes se utilizam desse complexo desportivo. É o caso do Nacional,
Comunidade Jaguaré, Colorado, Quatro Irmãos, entre outros, no total, são onze
times que pagam uma pequena taxa mensal (dinheiro que é revertido para a realização
de benfeitorias do próprio espaço) e podem usufruir do clube. Em
1994, o Caju deu uma virada na sua história tornando-se uma grande equipe de futebol
varzeano. Isto, porém, só foi possível graças a uma parceria com a DAP,
empresa de pregos e arames do Sr. Odario Bardega. "O Bardega sempre jogou
no time do Caju e quando montou esta empresa, resolveu dar apoio e patrocínio
ao clube", conta Talkinho.
| Sua
diretoria é constituída por: Mestrinho - Presidente; Bardega - Vice; Magal - Tesoureiro
e Secretário, e Talkinho - Diretor de Esportes. "Todos nós trabalhamos juntos,
com os mesmos sonhos e objetivos, criando assim, um espírito profissional muito
forte", afirma Magal. | |
| Sr.
Mardegan, um dos patrocinadores e Eurides Pagnam, fundador-presidente. |
| | O
tricolor do Jaguaré conta hoje com três equipes de futebol (aspirantes, principal
e veteranos) totalizando mais de 50 atletas. As categorias de base, são desenvolvidas
pela escolinha Molecaje, criada e idealizada por Talkinho. "Na escolinha, filhos
de jogadores, moradores do bairro e das favelas da região, dividem o mesmo espaço.
Damos um tratamento especial aos que não tem condições de pagar", orgulha-se.
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festas do clube são sempre animadas, com muita cerveja, comida e música. |
"A Molecaje surgiu,
pois tínhamos um espaço que ficava ocioso durante a semana e muitas crianças sem
atividades", relembra Talkinho, que complementa: "A escolinha é uma extensão do
Caju, com diretorias distintas, mas que pensam da mesma forma e tem um único ideal,
ou seja, zelar pela área". "Trabalhamos
com crianças desde os sete até os dezoito anos. Em alguns casos, os jovens são
aproveitados na equipe principal, mas esse não é nosso objetivo. O que queremos
é formar cidadãos conscientes e participativos na comunidade", relata.
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| A
tradicional festa do Caju em comemoração ao Dia das Crianças. |
"É um orgulho para
todos nós, saber que a Molecaje é uma ponte para grandes equipes de futebol profissional
do Brasil. É muito comum eu encontrar garotos que começaram jogando na escolinha
e hoje estão no Corinthians, Palmeiras e outros", elogia Talkinho. "Inclusive,
nossa categoria sub-15, não só disputa campeonatos como chega a resultados muito
bons. Tenho muitos garotos em condições de irem para times grandes, seguindo o
exemplo do Baianinho que foi para o infantil do Palmeiras e do Tiago e do Bruce
que disputam o campeonato paulista infantil pelo Corinthians".
O Caju tem a honra de saber que grandes craques do futebol já passaram pelo seu
time. São eles: Careca, que jogou no São Paulo F.C, Bélgica e Itália; Bardega,
quarto-zagueiro que atuou no juniores do Palmeiras; Toninho que foi para
a Bélgica; Minguinho que defendeu o Londrina; Nei do Corinthians;
Marcelo, do Santo André e Colorado do Paraná; André que está no
Coquimbo do Chile; Ditinho, que passou pelo Palmeiras, Santos, São José
e Coritiba e o goleiro Gilmar, que atuou no Palmeiras, Bangu, Juventus
e atualmente é treinador do Guaratinguetá F.C.
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| Bardega,
Romeu Cambalhota, Talkinho e Wilson. |
Careca
e Vitão, jogadores do time de veteranos dos anos 90. |
"O Caju é o único
time da várzea, que eu conheço, que fez jogos treinos contra a equipe principal
do Palmeiras, que tinha em campo, César Sampaio, Viola e outras feras", orgulha-se
Talkinho. |