CLUBE ATLÉTICO

JAGUARÉ UNIDOS

"Eu fazia um trabalho esportivo, envolvendo várias modalidades, no bairro do Jaguaré. Isto gerou uma grande repercussão junto à comunidade. A partir daí, houve um convite do Caju e do Nacional para eu levar esta festa para o campo deles", lembra José Ferreira, o Talkinho, que ganhou este apelido numa brincadeira de criança.

"Quando eu vim para o Caju é que nós começamos a brigar para legalizar a área. Unimos as forças da comunidade e da paróquia e acabamos aliando esporte e política".

Talkinho.

Foi de Talkinho, também, a idéia de abrir o espaço a outros times. "O clube é muito grande. Aqui, fazemos campeonatos, festivais, festas. Um sabe respeitar o outro, cedendo um pouquinho seu horário para que todos possam usá-lo numa boa.
Garotos da escolinha Molecaje.

Recreacionista e professor de Educação Física, Talkinho, há 12 anos faz parte da diretoria do Caju, além de ser o técnico da sua equipe principal. "Não é fácil você ir para um centro de treinamento onde você tem que controlar diferentes cabeças. É preciso ser meio psicólogo".

Sobre a Escolinha de Futebol Molecaje, o professor fala: "Era um grande sonho que eu tinha desde garoto. Mas tivemos primeiro que conquistar definitivamente a área para depois executar o projeto". "A Molecaje só é uma realidade porque arrumei parceiros e incentivadores competentes e organizados. É o caso de Odario Mardegan Durães, o Bardega que nos ajuda muito, tanto financeiramente quanto na parte administrativa".

Bardega é um verdadeiro ídolo para dirigentes, jogadores e torcedores. Graças a ele e a sua empresa, DAP, que patrocina o clube é que o Caju tem conseguido se manter e participa de inúmeras competições.

Bardega.

"Ele nos ajuda com o transporte dos jogadores, fardamentos, enfim, tudo o que precisamos. Na próxima troca de diretoria ele será o indicado à presidência do Caju", antecipa Magal.

Magal, que na verdade é Marcos Pasini, praticamente nasceu no Caju. "Meu pai, Jair Pasini, foi um dos fundadores. Sou de 1962 e o clube é de 1965. Então, desde que me conheço por gente, faço parte da vida do Caju. Com seis, sete anos, já ía para o campo". "Já fui treinador, diretor e até roupeiro", conta. Pasini é, hoje, o responsável por todas as atividades burocráticas da equipe do Jaguaré. "Cuido da documentação dos jogadores, ajudo no time, oriento os atletas, marco os jogos".

"Magal é pavil curto", entrega Talkinho. "Mando embora mesmo, os jogadores que querem explorar. Tem cara que chegou ontem e já se sente dono do time", ralha Magal.

Magal.

Os diretores não se esquecem de outra personalidade: Eurides Pagnam, o Mestrinho. Atual presidente do clube, é o único fundador que continua na ativa. "Mestrinho acompanha sempre o time e prestigia os jogos mais importantes. Seus dois filhos, Marquinhos e Spock, jogam no Caju", contam.

 
 
Segundo quadro do Caju posa para foto. No destaque, Mestrinho, treinador e presidente do clube.