| Uma
seleção que emocionou todo o país No
período entre 1958 e 1962, o futebol brasileiro viveu seu auge. Pelé
e Garrincha se destacavam cada vez mais, e seus clubes, Santos e Botafogo, que
formavam a base da seleção, se exibiam pelo mundo. Em 1962, às
vésperas da Copa do Mundo do Chile, era natural o favoritismo da seleção
canarinho. A
equipe era quase a mesma do Mundial anterior, entrando apenas os zagueiros Mauro
e Zózimo no lugar de Bellini e Orlando. A estréia foi com uma vitória
suada sobre o México, por 2 a 0. Mas, foi no segundo jogo, contra a Tchecoslováquia,
que o Brasil mais sofreu, não apenas por causa do empate em 0 a 0, mas
pela contusão de Pelé. O Rei estava fora da Copa, no auge da sua
forma. Para substituí-lo, foi escalado o botafoguense Amarildo.
O
próximo jogo, contra a Espanha, seria o mais difícil daquele Mundial.
Até os 19 minutos do final, o Brasil perdia por 1 a 0, e o juiz ainda deixou
de marcar um pênalti a favor dos espanhóis. Mas, Amarildo mostraria
o seu valor, e marcaria dois gols, virando o jogo para a Seleção
Brasileira. No
entanto, não foi Amarildo, apesar dos gols marcados, quem realmente substituiu
Pelé até o final da Copa. Garrincha, que já era famoso por
seus dribles, resolveu mostrar todo o seu repertório naquele Mundial. Fez
gol de cabeça, de pé esquerdo, deu passes para vários gols,
e ainda cobrava faltas. Assim, realizou uma das maiores atuações
individuais da história das Copas, fazendo com que o Brasil passasse por
Inglaterra (3 a 1) e Chile (4 a 2), para chegar à final contra a Tchecoslováquia.

Neste
jogo, como na final de 58, o Brasil teve que correr atrás do resultado
e, novamente, empataria pouco depois de levar o primeiro gol. O primeiro tempo
terminaria empatado em 1 a 1. Mas, aos 25 minutos, Zito, de cabeça, fez
o segundo gol, e, aos 33, Vavá completaria o placar: 3 a 1 para a Seleção
Brasileira. O Brasil, que há doze anos tinha perdido uma Copa em casa,
se igualaria à Itália, com dois títulos mundiais. Um desfecho
de ouro para uma geração brilhante. Uma
época em que o futebol era jogado pelo amor a camisa, em que os jogadores
sentiam orgulho em carregar uma nação inteira nas costas, em que
seleção brasileira era sinônimo de favoritismo e show de bola.
Bons tempos aqueles! |