DINAMO

ESPORTE CLUBE

Em 1957, começaria a ser traçada a história de um clube que, hoje, faz parte da elite do futebol amador da cidade.
Funcionários da Cia. Têxtil Ragueb Chohfi, na rua 25 de Março, liderados por Rafael Capasso Neto e Pedro, que teve o seu sobrenome esquecido com tempo, reuniram-se com o intuito de fundar um time de futebol.

Eram amigos que estavam dispostos a se encontrar para bater uma bolinha e desfrutar de algumas horas de lazer. Nascia então o Chohfi Futebol Clube.

No entanto, dois anos mais tarde, para desvincular o nome do clube ao da empresa onde trabalhavam, o time foi rebatizado. Em 12 de agosto de 1959, o Chohfi daria lugar ao Dínamo Esporte Clube, filiado a Federação Paulista de Futebol (F.P.F) e a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação (S.E.M.E).
"Este nome surgiu numa reunião em que estavam presentes diversos diretores, como o Sr. Rafael, Pedro, Raul, Henrique e Nascimento. Eles estavam em dúvida entre três nomes: Dínamo Kiev, Real Madri e Benfica, pois queriam se basear em equipes
européias", explica Antônio Vale, presidente do clube. "Dínamo foi escolhido por unanimidade. Já as cores preto e branco e o nosso distintivo, foram inspirados no Santos Futebol Clube, o grande time da época".

Durante muitos anos, só jogaram em campos adversários, conquistando, há pouco mais de quatro anos, seu campo e sede próprios. "Estamos administrando uma área do estado e já fizemos inúmeras benfeitorias. O local foi totalmente reformado, pois era um grande brejo. Agora, foi aterrado, possui vestiários, alambrados, lanchonete, churrasqueiras e um bonito galpão onde fazemos nossas confraternizações", orgulha-se Toninho.

O clube, que não tem patrocinadores, depende, exclusivamente, da ajuda de sua diretoria e associados. "Não deixamos de lado os projetos sociais. Mesmo com dificuldade, sempre que possível, distribuímos cestas básicas e damos assistência odontológica e cursos de aperfeiçoamento profissional à comunidade mais carente da região", diz.

"São 41 anos de muito trabalho e muitas alegrias", é assim que Toninho define o Dínamo. Durante todo esse tempo, o alvinegro de Santana conquistou inúmeros festivais e torneios, muito tradicionais nas décadas de 60 e 70. Já em épocas mais recentes, o clube sagrou-se campeão da I Copa Zona Norte/Sivicultura, ficou com o 3º lugar na Copa da Vila Maria, patrocinada pela Kaiser em 1992, e levou para a zona norte um honroso 3º lugar na Copa Vitor Sapienza/2000.

O time disputou todas as Copas Kaiser de Futebol Amador, conseguindo sempre ficar entre os cabeças-de-chave, o que já caracteriza uma importante vitória a equipe. No ano passado, ficou com o 28º lugar da V Copa Kaiser, dentre 160 equipes participantes. "Nosso principal projeto para 2001 é ser o grande campeão da VI Copa", planeja Toninho.

"O Dínamo é uma agremiação muito organizada e disciplinada, que consegue bons resultados graças à garra e dedicação dos nossos jogadores e dirigentes. Temos atletas que já estão conosco há muitos anos. É o caso do goleiro Maurício e do zagueiro Gérson, há 15 anos na
equipe; do ponta-direita Adriano e do zagueiro-central Di, há 10; do meia-esquerda Sorlan, que há 20 anos defende nossa camisa, além do volante Márcio que está a cinco anos no clube", lembra o presidente. "Aqui nós somamos nossas forças e eu
não poderia deixar de agradecer ao Zé Carlos, Ruaro, Paulo Chaves, Agnaldo, Afonso, Antônio Fernandes, Lourenço, Bidu e tantos outros que estão sempre dispostos a colaborar".

Muitos craques já vestiram o uniforme do Dínamo, como Zé Carlos, lateral palmeirense; Tadeu, que jogou no Japão, Rússia e China; Valmir, goleiro da Seleção Brasileira de Futsal, além de Arnaldo, que foi campeão da I Copa São Paulo de Futebol Júnior pelo Nacional e depois acabou contratado pelo Palmeiras.

"É compensador saber que esses garotos que hoje brilham no futebol profissional têm suas raízes aqui no Dínamo", fala Toninho, que mais do que ninguém tem sua vida dedicada ao clube de Santana. "Fui criado dentro do Dínamo. Passei minha infância inteira aqui, pois sou irmão de um dos fundadores, o Henrique. Quando garoto, fui até mascote do time. Depois atuei por 15 anos como centro-avante. Fui técnico, dirigente e há 25 anos estou no comando do clube", finaliza.

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