ESTRELA DA SAÚDE

FUTEBOL CLUBE

Contar a história de um clube com 83 anos de idade não é tarefa fácil. Pessoas importantes que colaboraram com o Estrela podem ser esquecidas. Mas, vamos lá.

No começo do século, ano de 1913, o Estrela deu seus primeiros passos no futebol, disputando duas partidas. Porém, com o início da 1ª Guerra Mundial, encerrou suas atividades, voltando definitivamente em 1º de setembro de 1917.

Como aconteceu com a maioria dos clubes mais antigos de São Paulo, o Estrela da Saúde F.C, foi fundado por imigrantes italianos, operários das Indústrias de Fiação Moinho Santista, que aproveitavam o horário de almoço e final de expediente para jogar malha, baralho e futebol, num terreno baldio atrás do prédio da empresa.

Como tinham a intenção de disputar partidas contra os times da região, seus precursores (Sílvio Donini, Ângelo Fornazari (primeiro presidente do clube), Batista Violani, Domingos Violani, Orestes Zanca, Américo Delapino, Ladislau Martins, Francisco Brignatti, Vicente Mariano, Olimpio Borba, Ricardo
Morigi, Schievano, Francisco Pelegrini, Ezzio Pelegrini e Thomaz Curcio) limparam este terreno, conseguiram madeiras e montaram duas traves de futebol. Pronto: nascia aí o clube da Saúde.

Os rapazes, porém, tiveram que resolver um primeiro impasse: a escolha de um nome. Muitos queriam homenagear suas cidades de origem, dando a esta equipe nomes como Piemonte, Palermo, Nápoles, Siracusa, entre outros. No entanto, como numa poesia, um dos fundadores avistou uma
estrela no céu e, como estavam no bairro da Saúde, decidiram por Estrela da Saúde F.C. que teria as cores azul e branco como símbolo, em referência ao límpido céu da São Paulo de 1917.

O primeiro jogo do novo time foi contra o E.C São Bernardo, em São Bernardo do Campo. O Estrela, que não teve muita sorte e perdeu a partida por 3 a 1, ainda teve que enfrentar outro problema: não tinha fardamento. Teve que jogar com um uniforme, emprestado pelo Garibaldinos F.C, só que nas
cores azul e vermelho. Após essa disputa, nunca mais parou, e nem mesmo a famosa gripe espanhola, de 1919, conseguiu faze-lo interromper suas atividades.

Ainda no ano da sua fundação, o Estrela da Saúde filiou-se a A.P.E.A (Associação Paulista de Esportes Atléticos) e, em 1930, à L.P.F (Liga Paulista de Futebol). Em 1938, ambas foram extintas, dando lugar à F.P.F (Federação Paulista de Futebol), onde teve nova filiação na divisão varzeana.

Durante muitos anos, o clube foi conduzido pelos seus fundadores que iam agregando à diretoria associados apaixonados. É o caso de Durval e Jofre Muniz, Luiz Reigada, João e Jesus Martins, Pedro e Alberto Redoschi, Rizzieri Rossini, entre outros.

Em 1938, tornaram-se diretores Otacílio N. Silveira, Ettore Donini, Antônio da Silva Cunha, Mario Castagnini, Giuseppe Loguercio (José Loguercio), Alfredo Bernardes, Rizzieri Rossini, Agapito Trindade e Ricardo Romera, que, junto com Sílvio Donini, Vicente Mariano, Lauro Garcia, Domingos Violani, Ricardo Morigi, Caetano e Luciano Alcerito, formaram uma diretoria que iria guiar o clube dando a ele seus mais importantes alicerces, mantidos até os dias atuais: com amor, luta e garra.

Foram presidentes do Estrela, desde a sua fundação até os dias atuais, na seguinte ordem, os seguintes dirigentes:

· Ângelo Fornazaro
· Sílvio Donini
· Vicente Mariano
· Laurindo Nogueira
· Lauro Garcia
· Mário R. Garcia
· Durval Muniz
· Edmundo Assumpção
· Avelino Psignacco
· Rizzieri Rossini
· Ricardo Romera
· Ézio Murugnani
· Everaldo Jacob Müller
· Agapito Trindade
· Guilherme Minozzo
· Amadeu Varzella
· Jerônimo Varzella
· José Loguercio
· Jorge Bassil Cury
· Arthur Cordeiro de Souza
· João Atalla
· Gustavo Caetano Rogério
· Antônio Lotfi
· Adalberto da Silva Cunha
· Geraldo Delapino