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São Paulo F.C.,
a solução
dos problemas.
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Estrela deveria ter vida própria.
É um clube muito antigo, talvez
o mais antigo, que merece respeito por
tudo que já passou", conta
o presidente Geraldo Delapino. |
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Delapino
se refere à falta de condição
e verba que o time vinha enfrentando nos últimos
anos. "Não tínhamos dinheiro
pra nada. O clube estava numa situação
muito difícil, com uma dívida
de R$300 mil reais em impostos atrasados.
Foi então, que depois de muito pensar,
reunir diretoria e discutir bastante, vimos
que não haveria outra saída,
senão fazer uma parceria com o São
Paulo F.C. Se não fosse isso, o Estrela
não existiria mais".
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Emocionado,
Delapino conta como tudo ocorreu:
"Levei até o nosso clube
o Fernando Casal Del Rey, então
presidente do São Paulo. Disse
a ele que não pediria emprego
à minha família, não
queria vantagens pessoais, não
corrompia, não era corrompido
e não falava em dinheiro. Disse
que precisava apenas negociar uma
sociedade. Consegui".
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Geraldo
Delapino.
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A
negociação com o tricolor não
foi fácil e demorou dois anos e meio
para se concretizar. "Sei que só
consegui trazer o São Paulo, pela minha
simplicidade e desprendimento".
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O
clube do Morumbi assumiu a dívida
do Estrela e ainda as equipes infantil,
juvenil e júnior. Os jogadores
dessas categorias de base também
lhes pertencem. "O Estrela é
uma espécie de vestibular para
os atletas. Nós os preparamos
e os melhores são aproveitados
pelo São Paulo". De acordo
com a negociação, o São
Paulo ainda se responsabiliza em profissionalizar
o time. Em troca, o Estrela da Saúde
cede-lhes, como comodato, 80 mil m²
do seu terreno.
"A
área onde se encontra nosso clube
de campo está próxima
a uma região que enfrenta muitos
problemas. Conseguimos
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Juraci
Santana, diretor de futebol.
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junto ao São Paulo, instalar um batalhão
da Polícia Militar com 180 homens que
fará um patrulhamento nas vilas e vamos
trazer para cá um centro de saúde.
Isso me orgulha muito, pois além se sermos
um time de futebol, levamos melhorias à
sociedade", diz o presidente, com lágrimas
nos olhos.
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Uniformes
do time da Saúde.
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Os
benefícios não param por
aí. Para o futuro, Delapino quer
integrar a comunidade aos clubes parceiros.
"O policial vai trabalhar junto à
comunidade, sentindo os seus problemas
para poder ajudá-los. Vamos também
oferecer cursos de computação
na nossa sede".
"As
pessoas fazem mau juízo da periferia.
Aqui há muito mais alegrias do que
num bairro desenvolvido, onde vizinhos nem
se conhecem. Nos relacionamos com pessoas
humildes, mas sinceras".
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"Nada
cai do céu. Você tem que
lutar e acreditar no seu sonho. Hoje
estou muito feliz e agradeço
ao São Paulo F.C pela minha felicidade".
Essa
é uma história de amor.
Mais uma entre as muitas que Memórias
da Várzea está contando,
numa série que revela o nosso
passado.
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Equipe
que disputa a V Copa Kaiser/2000.
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