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No
começo do século, mais precisamente, nos anos 20
e 30, São Paulo abriu suas portas aos imigrantes
italianos. Milhares deles vieram para a capital
à procura de trabalho nas fazendas de café ou atraídos
pela necessidade de mão de obra na nascente indústria
paulistana.

Uma
foto que resistiu ao tempo. Time do Flor do Brás
de 1954.
Este
crescente processo imigratório proporcionou um
enorme crescimento dos bairros operários, em especial
o bairro do Brás, onde grande parte dos
italianos se fixou.
Três,
desses estrangeiros, destacam-se neste Memórias
da Várzea, trata-se de: José de Carvalho, Malhado
e Osvaldo Nunes. Irmãos, que numa conversa
de botequim, fundaram em sete de setembro de
1928, na rua Silva Teles esquina com a rua
Bresser, um clube de futebol, ao qual deram o
nome de C.A Flor do Brás.
O Sr. José de Carvalho, foi o seu primeiro presidente
e permaneceu no comando da equipe durante 50 anos.
Nessa época tinham sede (casa do presidente) e
campo de futebol. Porém, o terreno do campo foi
desapropriado para a construção de uma biblioteca
municipal.

Nos
destaques, José de Carvalho, fundador e primeiro
presidente do Flor e Antônio Veríssimo da Silva,
presidente há 23 anos.
Quando
o então presidente adoeceu e mais tarde veio a
falecer, assumiu em seu lugar Antônio Veríssimo
da Silva, o Caçula, que há 23 anos
dirige o clube com organização, lealdade e acima
de tudo amor. "Só estou dando continuidade ao
trabalho do Zezinho, que até hoje é considerado
o presidente de honra do Flor. Nosso maior orgulho
é não ter parado, pois muitas agremiações que
começaram na mesma época que nós já encerraram
suas atividades".

Equipe
de veteranos que disputou o Torneio do Estado
de São Paulo em 1972.
Sobre
o princípio de tudo, Caçula conta: "Depois da sua
morte, o clube ficou meio dividido, já que seus
primeiros cinqüenta anos de vida ficaram com ele.
Nós não temos acesso a esses documentos, o que é
uma pena, pois acabamos desconhecendo fatos importantes
de sua história" e acrescenta "estou tentando localizar
uma sobrinha dele, pois me disseram que ela possui
um acervo antigo com parte dessa biografia".

Sabe-se,
no entanto, que o nome Flor do Brás surgiu, pois
no bairro havia uma fábrica de perfumes que utilizava
flores em suas fragrâncias. Mas, porque deram a
este clube as cores verde, preto e branco? "Essa
é uma história engraçada. O que eu sei é que dois
dos fundadores eram palmeirenses e um era corinthiano,
assim, em comum acordo, uniram as cores desses times
para batizar o C.A Flor do Brás", explica Caçula.
"Um outro fato engraçado envolvendo nossas cores
ocorreu no ano passado, quando fui a uma casa de
esportes mandar fazer nosso fardamento. O rapaz
da loja disse que eu não poderia fazer meu uniforme
porque era igual ao do América de Minas. Mas eu
o questionei: Por que eu não posso, se o Flor é
mais antigo que o América? Se tiver alguém querendo
copiar não somos nós, pois nosso clube é registrado
na Secretaria Municipal de Esportes e na FPF nessas
três cores".
O
presidente José de Carvalho posa com a equipe do
Flor do Brás, campeã da Taça Baruel de futebol de
salão.

Presidente José de Carvalho
e o vice Querino Borégio
(à sua direita) comemoram com os diretores
do futebol de salão do Flor a premiação da Taça
Baruel.
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