Carinho
dos torcedores com o Flor.
"Temos
muitos planos para o clube, mas está difícil vê-los
realizados. Gostaríamos, por exemplo, de disputar
as categorias de base da Secretaria Municipal
de Esportes, mas não temos espaço para treinar"
conta Caçula e ainda "Hoje nós treinamos e temos
o mando de jogo no campo do CDM Vigor e recentemente,
fizemos um acordo com o Flamengo da Vila Maria
para usar o campo deles em sábados alternados".
O
presidente Caçula (primeiro à esquerda) posa ao
lado de Dema, Zagalo e Mussi, diretor geral de
esportes do Flor.
Sua
atual diretoria sonha com a construção de uma
sede. Atualmente, como há 72 anos, as reuniões
do clube são feitas na casa do presidente, e é
lá também onde são guardados troféus, medalhas
e fardamentos que contam a sua história. "Minha
esposa, Izilda da Silva, tem muito carinho
pelo Flor do Brás. Eu a considero presidente de
honra do clube, pois está sempre nos apoiando.
Faz modelos de fardamentos, lava e passa as camisas.
Quando
estava empregada, 20% da sua renda era destinada
ao time", se emociona Caçula.
"Nossos atletas também enfrentam dificuldades,
por isso, na medida do possível, tentamos ajudá-los.
Seja com uma cesta básica, com um passe de ônibus
ou quitando uma conta de água e luz que esteja
atrasada".
A maior reclamação porém, é por falta de um patrocínio
"Várias pessoas já apareceram com a intenção de
nos ajudar, mas quando você apresenta um projeto
elas fogem". Assim, sem apoio e ajuda, o Projeto
Criança não sai da gaveta. "Gostaríamos muito
de fazer um trabalho voltado para as crianças.
Esse projeto prevê a construção de um centro de
convivência infantil, com campo de futebol, área
de recreação e escolinha de futebol.
Pretendemos
tirar as crianças das ruas e dar a elas condições
para crescerem num mundo mais sadio", sonha Caçula.
Time
que disputou a V Copa Kaiser/2000.