|
"Existem
pessoas que estão até hoje trabalhando ao meu lado,
é o caso de Euclides Zamperetti Fiori, ex-árbitro
de futebol da FPF, que é nosso diretor esportivo
e sempre está por perto para nos ajudar", ressalta
o presidente.
Antônio
Veríssimo da Silva, o Caçula, presidente do C.A
Flor do Brás.
Outros
nomes devem ser lembrados, pelos trabalhos prestados
ao clube do Brás e pelos anos de dedicação dispensados
à equipe. Há 16 anos no cargo de Diretor Geral
de Esportes, Luís
Carlos Mussi, também ex-árbitro da FPF, é
sinônimo de afeição e apego ao time. "Conheci
o Mussi no extinto Desafio ao Galo, ele estava
apitando uma partida e fomos apresentados pelo
Fiori". Desde essa época, Mussi passou a acompanhar
o Flor do Brás, faz tabelas, controla o número
de cartões dos jogadores, anota as atas das reuniões,
faz os ofícios do clube, "é o meu braço direito",
revela Caçula, complementando "ele é uma pessoa
que aprendeu a amar o clube".
Luis
Carlos Mussi, diretor geral de esportes.

Caçula
e Mussi, seu braço direito.
Com
a implantação de uma nova política, o Flor do
Brás está renovando sua equipe de aspirantes,
trabalhando alguns jogadores novos para futuramente
levá-los para o seu time principal, este dirigido
por Eli, ex-jogador do Corinthians e do
Equador.
Eli,
técnico da equipe principal do Flor.

Equipe
campeã da Copa Amizade 1997.
Há
três anos no comando, Eli arrebanhou importantes
títulos que não saem da cabeça dos seus torcedores
e dirigentes. São eles: Campeão da Copa Benflor,
organizada pelo Benfica da Vila Maria. Na final,
o Flor do Brás venceu a Estrela Vermelha da Vila
Nivi por 1 a 0, com gol de Baianinho; Campeão
da Copa Amizade, organizada por Milton Montes
e Vítor Sapienza e realizada em São Manuel. Campeão
Metropolitano Regional da Zona Norte e Vice
Campeão Geral. A
final ocorreu no Estádio Ícaro de Castro
Mello - Ibirapuera e o Flor perdeu do Estrela de
São Bernardo por um placar de 2 a 1. "Mas foi uma
ótima campanha" elogia Caçula e conclui "Hoje o
time caminha bem graças ao Eli, uma pessoa experiente,
que conhece futebol e que ama o clube tanto quanto
nós".

Jogadores
e comissão técnica exibem
o troféu de campeão da Copa Benflor/98.
Na equipe principal do Flor, um guerreiro se destaca
por defender com vontade e determinação suas cores.
Trata-se de Mohamed, há 15 anos no gol da
equipe do Brás. "Comecei minha carreira muito cedo.
O Caçula me viu jogar no Vigor e me convidou para
vir para o Flor. Eu tinha 14 anos nessa época. Gosto
muito daqui, é uma equipe competitiva e organizada,
que tem um presidente que leva o clube pra frente,
e além de tudo, formamos uma grande família", relata
o tímido goleiro.
Mohamed,
no entanto, afastou-se do time por três anos. Nesse
tempo, jogou no Vasco da Vila Galvão, onde foi Vice-Campeão
do Super Galo, e no Mella Pé, onde alcançou o primeiro
lugar da Copa Vítor Sapienza e o Vice do Super Galo.
"Agora conseguimos trazê-lo de volta. O Mohamed
faz parte da nossa história e da nossa família.
É um filho, e como tal não pode ficar afastado"
constata Caçula.
Mohamed
defende com bravura o gol do Flor.
O goleiro sabe que fez falta, "não é qualquer um
que fica 15 anos num clube e não é qualquer um que
pode jogar no Flor do Brás, porque este é um time
competente e respeitado", e retribui o carinho com
dedicação e garra "Não dá para escolher um jogo
que tenha me marcado. Eu encaro todos da mesma forma,
é só entrar em campo que o coração bate forte. Todos
os jogos são muito emocionantes".

Mohamed,
há 15 anos como goleiro do Flor.
"O Mohamed se referiu à nossa organização. Quem
vê a gente jogar acha que somos um time rico,
pois todos os jogadores entram em campo alinhados,
com as chuteiras iguais. Mas isso, devemos a um
grande amigo nosso, Márcio Silva do Carmo,
que trabalha na Kelme e nos fornece esse material",
explica o presidente e finaliza "Não somos ricos,
vivemos com muita dificuldade, mas sabemos desempenhar
nossas funções com alegria e amor. Somos muito
unidos e tratamos todos como irmãos".
|