"A
maior conquista que o Flor do Brás alcançou, em todo o
tempo que sou presidente, é a simpatia que os torcedores
e os outros times da várzea têm por nós. Somos respeitados
e sempre recebidos com muito carinho onde quer que a gente
vá jogar", alegra-se Caçula.

E
olha que isso não é desculpa ou demagogia, pois o clube
possui importantes títulos dentro do futebol amador. Dentre
eles: Copa Gabriel Ortega, Copa Flamengo da Vila Maria,
Copa Casa Verde, Copa Benflor da Vila Maria, Copa
Amizade/ Vitor Sapienza, Campeonato Metropolitano/Campeão
da Zona Norte, Campeonato Metropolitano Regional da Grande
São Paulo/ Vice Campeão, e muitos outros.

Time
vice campeão da 1a Copa Vicente Sapienza de 1995.
"Os
títulos são importantes, é claro. Mas um troféu ou uma estrela
para carregar no peito não tem muito valor. Para mim, a
maior glória é ensinar o esportista a respeitar o adversário
e a ser respeitado por ele", filosofa o presidente.
Time
de juniores que participou do Torneio da Seme de 1989.
Vale
lembrar que renomados jogadores vestiram, em início de carreira,
a camisa do Flor do Brás. São eles: Dema, que jogou
na Portuguesa, Santos e na Seleção Brasileira; Mendonça
que atuou no Santos; Tide que foi para a Bélgica;
Sérgio Santos que defendeu o alvinegro praiano; Binha
que jogou na Universidad do Chile; Renus que embarcou
para a França; Alex Alves do Juventos; Vantuir
que passou pelo
Fluminense e por times belgas; Leandro que foi para
o Botafogo de Ribeirão Preto; Flávio do União de
Araras, além de Denner que despontou na Portuguesa
e no Vasco e foi revelado pelo seu futebol de salão.
O
Flor é terceiro colocado da Copa Amizade/ Gabriel Ortega
de 1994.
"Como sabemos respeitar os jogadores e recebê-los bem, muitos
vem nos procurar para fazer parte do time" orgulha-se Caçula
e complementa: "Dirigentes de grandes equipes de futebol
me procuram
para eu indicar bons jogadores. Isso não é uma conquista?"
Os
vice campeões da Taça Vila Paulicéia/1992 posam para a posteridade.
Com
muita garra conseguiram o quinto lugar na Copa Vitor Sapienza/98.
O
clube passa por dificuldades financeiras, não tem dinheiro,
patrocínio nem retorno financeiro. Então por que não encerrar
suas atividades como muitos já pensaram que fosse acontecer?
"Por amor", responde Caçula com lágrimas escorrendo
pelo rosto. "Eu tenho uma família maravilhosa, que sempre
me deu muito apoio e sempre lutou junto comigo pro Flor
não parar. Meu falecido sogro Airton Quaglia foi quem me
trouxe para o clube. Minha esposa, Izilda, junto com sua
mãe, Zulmira Felício, já falecida, me ajudaram no que puderam.
Quantas vezes elas não fizeram panelas de comida e lanches
e serviram para o pessoal do time? Tem também os meus filhos,
que desde pequenos nutrem uma paixão imensa pelo clube.
O Leandro, meu filho, é um batalhador.
Eu me emociono quando falo dele, pois aos 19 anos ele está
jogando futebol e tentando vencer na vida. Seu sonho é fazer
sucesso e poder dar continuidade ao meu trabalho dentro
do Flor do Brás".
Time
que alcançou o terceiro lugar na Taça Vitor Sapienza de
1996.
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