JAÚ ATLÉTICO

CLUBE DA PENHA


Amigos que lutam
por um mesmo ideal

Membro de uma das famílias fundadoras do Jaú A.C da Penha, Moisés Blasco está no clube desde 1947, ano do seu nascimento. "Meus irmãos jogavam bola comigo no colo", recorda. "Minha família inteira, ou jogou no time, ou foi membro da diretoria".

"O Jaú é um dos amores da minha vida. Só vem depois dos meus filhos e esposa", derrete-se o conselheiro vitalício. "Já fui presidente do conselho, secretário, técnico e jogador titular por mais de dez anos".

Blasco define a conquista da sede própria como a maior emoção dentro do Jaú:

Moisés Blasco.
"Em 1977, o presidente do clube, Oséias de Moraes, convocou 20 homens para comprar uma área e construir a sede social. Eu estava entre eles".

Da mesma geração e grande amigo de Blasco, Horácio Jodas ingressou na equipe em 1961, "e nunca mais saí". "Comecei jogando futebol. Passei por todas as nossas categorias, desde o infantil até o veteranos".

Ao todo, foram 25 anos como jogador e outros 25 como técnico da equipe principal. "Hoje sou diretor de patrimônio, mas continuo ajudando na parte esportiva".

Horácio Jodas.

"O Horácio pega no pé de todo mundo. Ele sempre tenta fazer a sua idéia prevalecer", entrega José Carlos Alves Botão, atual comandante do Jaú.

"Aos sete anos eu já jogava bola. Ao todo são 40 anos de atuação com a camisa rubro-negra", afirma Botão, engenheiro civil e professor de física e matemática do colégio E.E Caramuru. "Sempre fui o capitão time", gaba-se.

José Carlos Alves Botão.

Como bom engenheiro que é, o presidente toca, pessoalmente, as obras do clube. "As construções poderiam andar num ritmo muito mais acelerado, porém não quero deixar o Jaú no vermelho.
É preciso usar a cabeça para não sofrer mais tarde. No futuro, pretendo erguer uma quadra poli-esportiva".
Em pé: Davi, Armando, Nélson, Oséias e Marinho. Agachados: Mário, Augusto, Mário Salomão, Mané Guarda (Manoel Ferreira Filho), Cláudio e Sérgio.

"Ganhar a presidência do Jaú foi uma grande surpresa e ao mesmo tempo, uma forte emoção". O que significa ser presidente? "Estou podendo contribuir com um clube que tanto amo".

"Hoje, não somos uma ditadura. Trabalhamos num ambiente saudável, pois não tenho uma visão unilateral dos fatos. Procuro ouvir a todos e tento mudar o que for necessário".

Oséias de Moraes, ex-presidente do clube, que perdeu o filho Carlos Alberto de Moraes, de 19 anos, atingido por um raio quando jogava uma partida pelo Jaú.

José Teodoro Neves, o Nego Véio, há 20 anos como braço direito no Jaú.

Celso Roberto Almeida também está na galeria de personalidades do Jaú. "Entrei no time de veteranos há onze anos, trazido por amigos que já faziam parte dessa família".

Como diretor geral de esportes, Celso é quem programa os jogos, festivais e torneios que o clube disputa, além de ser o atual treinador. "Acho que sou bom no que faço". O Jaú não discorda.

Celso Roberto Almeida.