ASSOCIAÇÃO

ESPORTIVA

SANTA AMÉLIA

HISTÓRIA:

Um campo:
a conquista
mais importante
do Santa Amélia

"Todos os domingos, na parte da tarde, tirávamos um racha na beira da represa e, vez ou outra, jogávamos contra um time de feirantes", diz Vanderlei Pires, o Vugala, que ao lado de Nélson e Joãozinho fundou, em 10 de outubro de 1969, a Associação Esportiva Santa Amélia.

Vanderlei e Nélson, fundadores sempre presentes.

No início, tudo foi muito inocente e sem pretensões. "Só queríamos bater uma bolinha com os amigos", declara. "Até que um dia, resolvemos formar um time de verdade e para isso, precisaríamos, no mínimo, de um fardamento". E assim foi feito, quando Joãozinho trouxe um uniforme usado da firma onde trabalhava. "Era listrado em vermelho e branco, motivo pelo qual adotamos essas cores no clube", explica Vanderlei.

Logo depois, os diretores trataram de registrar o time na Liga de Santo Amaro e começaram a correr atrás de um campo para jogar. "Montamos um mutirão e carpimos um terreno baldio,onde fizemos um
campo pequeno. A partir daí,
O terreno baldio onde tudo começou.
passamos a marcar nossos jogos", afirma.

No entanto, com o passar de alguns meses, decidiram procurar uma outra área. O mutirão entrou em ação novamente e eles fizeram um campo maior, onde permaneceram até 1994. "Uma empresa de ônibus se interessou em comprar nosso campo para montar sua garagem. Foi então, que o dono do terreno, o Sr. Paulo, nos pediu que cedêssemos essa área à empresa, que em seguida ele nos daria um outro local", fala. "Ficamos com medo de perder o que havíamos conquistado, mas atendemos ao seu pedido. Assim, cinco meses depois, o Sr. Paulo voltou a nos procurar e nos deu uma nova área para a construção do campo", festeja. "E tem mais, nos deu ainda o documento de compra e venda, que diz que o Santa Amélia comprou o terreno pela importância de cento e cinqüenta milhões de cruzeiros, a moeda da época", alegra-se Vugala.

O campo próprio é motivo de orgulho a comunidade de Santo Amaro.

Hoje, este é um dos melhores campos da Zona Sul da capital. Ao todo são 7.500 m² de área, com um campo oficial todo alambrado, arquibancadas para 250 pessoas, quatro vestiários, quadra de futebol society, salão de festas e uma lanchonete com 160 m².

Quadra de futebol society.
Na lanchonete, os torcedores aproveitam para tomar uma boa cerveja e encontrar amigos.

"No salão, que eventualmente é alugado para reverter verbas ao clube, ficam apenas os troféus mais recentes, pois os mais velhos ainda estão expostos num bar vizinho onde funcionava nossa antiga sede", conta. "É que o dono desse bar diz que nós não
vamos tirar os enfeites das
Os troféus merecem lugar de destaque.
suas paredes", ri.

O Santa Amélia conta atualmente com onze quadros de futebol, sendo três da categoria de base, um da categoria de base feminino, um de masters, dois do extra, dois do veteranos, além do 2º quadro do esporte e do time principal. "Estamos a procura de patrocinadores para as nossas categorias de base, pois não temos ajuda nenhuma da Prefeitura, já que não somos CDM e sim particular", pede o vice-presidente.

Ao longo dos seus 31 anos, o Santa disputou importantes partidas: esteve duas vezes no Desafio ao Galo, fez a preliminar, no Estádio do Canindé, de Portuguesa e Botafogo de Ribeirão Preto, participou das Copas Vítor Sapienza, Bamba da Várzea, Alfa Modas, Black Power, além da Copa Kaiser. "Jogamos contra o juniores do Corinthians, Nacional e Portuguesa e duas vezes contra a seleção de masters paulista. Fazemos sempre festivais com a seleção de sambistas e, todos os anos, realizamos a Copa Santa Amélia e a Copa Pedreira,
dirigida pelo clube e sediada em nosso campo", conta.

"Conquistamos inúmeros campeonatos de pequeno porte, mas o que merece mais destaque são as cinco vitórias que conseguimos no Galo, o título de campeão da Zona Sul da 1ª Copa Seme, além do 4º lugar na Copa Kaiser de 1998", lembra Vugala.

Fazem parte da história do time muitas figuras notáveis, é o caso de Laércio, ex-zagueiro central do Corinthians e Serginho, ex-goleiro do Internacional de Limeira e da Portuguesa. "Tem também os grupos de pagode Katinguelê e Pixote que estão sempre por aqui", diz. Menos famosos, mas tão importantes quanto, são os membros da atual diretoria do clube: Álvaro - Presidente, Vanderlei - Vice e Promoção, José Cláudio - Técnico, Cebolinha, Toninho e Léo - Tesoureiros.

Atual diretoria reunida na sede do clube.

"Sou um dos fundadores e o Santa Amélia é parte da minha vida. Fui presidente durante muitos anos e, até hoje, jogo com a camisa vermelha e branca, só que agora no time de veteranos", finaliza Vanderlei.

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