O
Sete desde o seu nascimento
A campanha política, em 1954, estava em pleno andamento
e, como acontece até hoje, os candidatos da época também
compravam os votos de seus eleitores, oferecendo a eles jogos de camisas, calções
e meias. "Assistia a uma partida de futebol junto com meus amigos Oswaldo
Mercadante, João Alves Machado e Edmundo Posledrik, quando fomos abordados
por um desses políticos. Não deu outra, com a promessa de votarmos
nele, ganhamos um jogo de fardamento completo, nas cores vermelho e branco. Agora,
era só reunir mais amigos e montar um time", conta o Sr. Rubélio
Campos Silva, primeiro diretor esportivo do Sete de Setembro Futebol Clube.
Assim, juntaram-se a eles os senhores: Augusto Reis, Antônio Apito,
Vicente Garcia, Oswaldo Correia, José Carillo e Mário Lopes e, na
residência de Dona Assunta Carillo, esposa do senhor José, na avenida
Jacatirão da Serra 558, sob a luz de um lampião de querosene, nascia,
no dia 07 de setembro de 1954, o clube mais querido e tradicional de Vila Progresso,
o Sete de Setembro Futebol Clube.
"O Sr. Augusto Reis era muito
exigente e, aconselhado pelo juiz de paz do bairro, o Sr. Álvaro Simões,
eles fizeram, em papel de pão escrito a caneta com ponta de pena, uma ata
de fundação para o clube", diz José Luiz Zanzini, atual
vice-presidente do Sete.
A primeira diretoria setembrina ficou assim
constituída: Augusto Reis - Presidente; Antônio Apito - 1° Vice;
Oswaldo Mercadante - 2° Vice; João Alves Machado - Secretário
Geral; Vicente Garcia - 1° Secretário; Edmundo Posledrik - Tesoureiro;
Oswaldo Correia - 1° Tesoureiro e Rubélio Campos Silva - Diretor Esportivo.
Esta ata foi registrada no 3° Cartório de Registro Civil de Pessoas
Jurídicas Adalberto Netto sob o número 17782.
"O
primeiro jogo do Sete de Setembro F.C foi marcado contra o Corinthians F.C do
Tatuapé para a estréia do nosso uniforme', lembra o Sr. Rubélio.
No entanto, o Sr. Carillo, um italiano apaixonado por futebol, achou que a sua
equipe estava muito fraca para enfrentar o time do Tatuapé e aproveitou
para convidar alguns jogadores do Tupã F.C. para jogar no nascente clube.
Assim, no domingo marcado, entraram em campo os dois novos reforços do
Sete, Baltazar e Perica, que, imediatamente, foram integrados a equipe.
O jogo foi dificílimo, mas vestindo a camisa n°10 (muito antes dos
tempos de Pelé) estava um garoto negro, de estatura mediana e nome Baltazar,
que aos cinco minutos para o final da partida, driblou quatro jogadores adversários
e tocou a bola no canto, na saída do goleiro, marcando assim, o primeiro
gol da história do time. "O Baltazar tornou-se uma lenda, um ídolo.
Foi, sem dúvida, o maior, melhor e mais técnico jogador a vestir
a camisa do clube", afirma Zanzini. Um mês depois desse jogo, houve
uma demanda geral dos jogadores do Tupã para o vermelho e branco da Vila
Progresso, que além de vencer todas as partidas em seu campo, ainda dava
show trazendo centenas de famílias para ver o Sete arrasar seus adversários.
"Aquele jogo não marcou apenas a estréia do fardamento, mas
também do nosso primeiro campo de futebol, em frente a sede, na casa do
Carillo, que cedeu um cômodo para reuniões e para guardarmos os troféus
do clube", fala Rubélio. "É bom lembrar que a dona Assunta
foi a primeira lavadeira de fardamentos do Sete e o único pagamento que
ela exigia era a vitória da equipe".
Em 1955, junta-se a
diretoria Deolindo Costa, o conhecido Dió. Recém chegado ao bairro,
ele veio para somar e acabou se apaixonando e se entregando de corpo e alma ao
Sete. Com ele, a partir de 1957, o Sete de Setembro tornava-se uma das equipes
mais temidas e respeitadas da várzea paulistana e a prova disso é
que o clube rasgou as fronteiras do bairro e jogou contra as seguintes equipes:
seleção de São Bento do Sapucaí- SP; XV de novembro
de Caraguatatuba- SP; seleção de Piracaia; União de Mogi
da cidade de Mogi das Cruzes; seleção de Caieiras; Bandeirantes
de Itaquaquecetuba; Paulista F.C de Suzano; seleção do Banespa (longínquo
bairro da época) dentre outros.
O time foi finalista de inúmeros
torneios e festivais e participou dos mais importantes campeonatos amadores, como
o Campeonato de Amador da Federação Paulista de Futebol, Campeonato
Diário Popular, Copa João Leiva, Copa Kaiser e muitos outros. "Quando
não somos campeões, ficamos sempre entre os melhores colocados,
mantendo a tradição de equipe guerreira", alegra-se Zanzini.
| |
| |
| Primeira
ATA de fundação do Sete de Setembro FC |
Presidentes
Eleitos
1°
Presidente: Augusto Reis (Gusto) de 07/09/1954 a 07/09/1956 (Fundação)
2°
Presidente: Antônio Apito (H.Pito) de 07/09/1956 a 07/09/1958
3°
Presidente: Oswaldo Mercadante (Valdo) de 07/09/1958 a 07/09/1960
4°
Presidente: João Alves Machado (Seu Machado) de 07/09/1960 a 07/09/1962
5°
Presidente: João Alves Machado (Seu Machado) de 07/09/1962 a 07/09/1964
6°
Presidente: José Eduardo Costa Simas (Zé Português) de 07/09/1964
a 07/09/1966
7°
Presidente: Alfredo Menin (Alfredão) de 07/09/1966 a 07/09/1968
8°
Presidente: Alfredo Menin (Alfredão) de 07/09/1968 a 07/09/1970
9°
Presidente: Tamio Saito (Zé Japonês) de 07/09/1970 a 07/09/1972
10°
Presidente: Manoel Tavares da Silva Neto (Manezinho) de 07/09/1972 a 07/09/1974
11°
Presidente: Gabriel de Almeida (Tio Bié) de 07/09/1974 a 07/09/1976
12°
Presidente: Deolindo Costa (Dió) de 07/09/1976 a 07/09/1978
13°
Presidente: Deolindo Costa (Dió) de 07/09/1978 a 19/05/1980
Alterado
o estatuto do clube para adequar a instituição as novas normas do
CND-Conselho Nacional de Desportos
14°
Presidente: Deolindo Costa (Dió) de 19/05/1980 a 19/05/1982
15°
Presidente: Florentino Antônio de Souza (Sr. Souza) de 19/05/1982 a 19/05/1984
16°
Presidente: Florentino Antônio de Souza (Sr. Souza) de 19/05/1984 a 19/05/1986
17°
Presidente: Florentino Antônio de Souza (Sr. Souza) de 19/05/1986 a 19/05/1988
18°
Presidente: Lineu Malgueiro da Silva de 19/05/1988 a 19/05/1989
Renunciou
na metade do seu mandato
19°
Presidente: José Luiz Zanzini (Zé Luiz) de 19/05/1989 a 19/05/1990
20°
Presidente: José Luiz Zanzini (Zé Luiz) de 19/05/1990 a 19/05/1992
21°
Presidente: José Luiz Zanzini (Zé Luiz) de 19/05/1992 a 19/05/1994
22°
Presidente: José Luiz Zanzini (Zé Luiz) de 19/05/1994 a 19/05/1996
23°
Presidente: José Luiz Zanzini (Zé Luiz) de 19/05/1996 a 19/05/1998
Reeleito por direito. Ata de responsabilidade com registro no 3° cartório
24°
Presidente: Enio Rossoni de 19/05/1998 a 19/05/2000
25°
Presidente: Enio Rossoni de 19/05/2000 a 19/05/2002
Presidentes
de honra indicados pelo conselho e diretoria:
1°
Edvaldo Ferreira Rocha
2° Cícero Nélson Silva dos Santos
3° Jesus de Nazarete
4° Carlos Ferreira Alves
No comando
do Sete de Setembro F.C:
| Presidente:
Enio Rossoni (30.05.1949) |
| Começou
a acompanhar o clube em 1973. Logo passou a jogar no time, onde permaneceu até
1984. Organizou e dirige os veteranos, chamados de Master do Sete. Em 1998, assumiu
a presidência, sendo reeleito em 2000. |
|
|
Vice-Presidente:
José Luiz Zanzini (11.10.1954) |
| Em
1964, com apenas dez anos de idade, começou a assistir aos jogos do clube.
Em 1975, entrou para o Conselho do Sete. Em 1984, a convite de Dió, passou
para o cargo de diretor. Já em 1989, assumiu a presidência do clube,
onde ficou até 1998. Na sua gestão, entre outras coisas, criou a
Escolinha Gratuita de Futebol | |
| |
| Registro
da equipe na Federação Paulista de Futebol
|
Para
ver a história do Sete década à década, acesse a seção
clube.