FUNDAÇÃO

Roberto Sanchez, representante comercial de óculos e bijuterias, assumiu em 1987 seu primeiro mandato como presidente do XI Primos. Hoje, já está no quarto. "Fui presidente de 88 a 91, depois voltei em 94/95 e agora reassumi em 99/00". "Minha história no clube começou em 1984, quando era meio-campo da equipe principal. Mas eu joguei pouco tempo. Logo, já estava trabalhando como auxiliar técnico. Nessa época, eu atuava no time de veteranos e fui diretor social", relembra.

"A verdade, é que desde 87 eu estou na diretoria do XI Primos. Quando não era presidente, exercia outras funções, mas nunca abandonei o clube".

"Roberto Sanchez é, nesses últimos anos, a pessoa mais importante no XI Primos. Se não fosse por ele, o clube já teria fechado", afirma com convicção Antônio Salles Maria, o Tonho, atual tesoureiro do clube.

Roberto pensa diferente. "Quando o Tonho ingressou na equipe, tudo mudou. Partiu dele a iniciativa de comprar a sede própria e de montar um time de campeões. O XI evoluiu com a sua presença e o seu otimismo". Modesto, Tonho rebate: "O XI Primos chegou onde chegou, graças a todos, pois sozinho, eu não faria nada. O fundamental, é acreditar num sonho e incentivar as pessoas que estão a sua volta".

"O XI Primos é tudo na minha vida, e dá certo porque somos um grupo de amigos. Amigos de infância. Formamos uma família", desmancha-se.

Elogios à parte, a verdade é que Tonho faz parte da história do time, pois alcançou, como técnico da equipe principal de 1986, o título mais almejado pelos clubes amadores: O de Campeão Varzeano pela FPF. "Tive o privilégio de ser o técnico campeão e de fazer parte de um grupo que deu certo".

"A única frustração do Tonho é não ter sido jogado para cima, pelos seus jogadores, quando conquistaram o título", "entrega" Anisio Paulo de Souza, o Boquinha.

Anisio é mais uma personalidade do XI Primos. Há 30 anos no clube, já foi técnico, tesoureiro e diretor social. Hoje é o vice-presidente. "Não temos grandes recursos, então exercemos praticamente todas as atividades, desde varrer o chão do salão até pagar as contas. Na várzea é assim, o cargo pouco importa", desabafa.


Anisio de Souza e Roberto Sanchez: Amigos no comando do XI Primos.

"Sempre fui vizinho do clube, onde tinha ótimos amigos. Então, você passa a frenquentar, começa a ter simpatia pelo pessoal, e viver a vida da equipe. Aí não tem mais como sair. Você já está enraizado".

Torcedor-dirigente. Dirigente-torcedor. Não se sabe bem a diferença onde começa um e termina outro. O fato é que Panelinha, ou melhor, Carlos Luiz Pradella, após sofrer um acidente, afastou-se da diretoria do XI Primos, da qual fazia parte, mas não abandonou a equipe. "Sou XI Primos até morrer", estravasa o torcedor mais fanático do clube. "Amigos me trouxeram para cá em 1985 e graças à Deus, fui campeão junto com eles, em 1986".

Panelinha finaliza: "Agradeço todos os dias pelas amizades que fiz no XI Primos".

O XI Primos F.C aproveita este espaço para prestar uma honrosa homenagem a alguns de seus ilustres torcedores. São eles: Renatinho, Cesarino, Dago, Spacca, Cezinha, Robério, Antônio Madruga (Tuca), Hélio Mattos (Gordinho), Magrela, Tambura, Dé, Bola Sete, Sérgio Mattos (Serjão), Julião, Manequinho, Professor Mendes, Sr. Antônio Mattiolli (in memorian), Luciano (in memorian), Canarinho (in memorian), Laércio (in memorian), Ananias de Almeida (in memorian), Valdir de Almeida/Dico (in memorian), Carrocinha (in memorian).